Virvi Ramos

COMUNICADO

O Hospital Virvi Ramos esclarece que não solicita através de ligações telefônicas a realização de depósitos de qualquer espécie para exames, procedimento, medicamentos e honorários em contas bancárias do hospital.

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Dia Mundial de Prevenção às Quedas dos Idosos

quinta-feira, 24 de junho de 2010 15:21

O dia 26 de julho está marcado como o Dia Mundial de Prevenção a queda de idosos. Conforme levantamento do Ministério da Saúde, o número de internações de idosos em razão de fraturas do fêmur, causadas principalmente por quedas, cresceu 37% entre 2000 e 2007. Por isso, a Semana Mundial de Prevenção às Quedas visa assegurar a qualidade de vida e promover a autonomia dos idosos partindo da conscientização do problema.

Alguns números:
Ocorrência de quedas por faixas etárias a cada ano:
• 32% em pacientes de 65 a 74 anos
• 35% em pacientes de 75 a 84 anos
• 51% em pacientes acima de 85 anos
• No Brasil, 30% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano.

Conseqüências:
• 5% das quedas resultam em fraturas.
• 5% a 10% resultam em ferimentos importantes necessitando cuidados médicos.
• Mais de dois terços daqueles que têm uma queda cairão novamente nos seis meses subseqüentes.
• Os idosos que caem mais de duas vezes em um período de seis meses devem ser submetidos a uma avaliação de causas tratáveis de queda.
• Quando hospitalizados, permanecem internados o dobro do tempo se comparados aos que são admitidos por outra razão.
Alguns exemplos de condições e problemas de saúde que podem ocasionar quedas em idosos:
• O próprio envelhecimento é uma condição para predispor quedas, pois há uma lentidão dos reflexos posturais, dificuldades visuais, principalmente à noite, fraqueza muscular das pernas e braços. Lembrar que quanto mais velho for o idoso (idoso longevo), maior o risco de instabilidade postural e de desequilíbrio.
• Outros problemas visuais como a catarata e o glaucoma.
• Doenças neurológicas como a doença de Parkinson e os acidentes vasculares cerebrais.
• Doenças ortopédicas como as osteoartrose e osteoporose.
• Uso de medicamentos para dormir, medicamentos para coração e hipertensão (podem causar tonteiras e pressão baixa).
• quadros de incontinência urinária, principalmente quando houver a necessidade urgente de ir ao banheiro, levantando rápido da cama.
Lembramos que as escadas, o banheiro, a sala de estar, os quartos e a cozinha podem, potencialmente, provocar quedas.

Vamos dar alguns exemplos:
• Pisos escorregadios, com superfícies lisas, úmidas e enceradas; pisos irregulares, ainda em construção, tacos soltos ou pisos quebrados.
• Tapetes soltos e desfiados, que podem deslizar e causar tropeções.
• Obstáculos no chão: fios elétricos, brinquedos, mesas pequenas, animais domésticos…
• Iluminação deficiente: luzes fracas, iluminando mal os ambientes, ou luzes mal posicionadas, causando reflexos diretos nos olhos dos idosos.
• Ambientes com várias tonalidades de uma mesma cor: os idosos não distinguem com clareza estes tons( móveis, chãos e portas de uma mesma cor), causando confusão e risco de quedas.
• Camas de altura inadequada, baixa demais ou alta demais.
• Cadeiras baixas e sem braços para apoio.
• Móveis frágeis, principalmente se localizados em corredores onde os idosos os façam também como apoio.
• Escadas sem corrimão e com degraus altos e inapropriados, mal sinalizados, sem pisos antiderrapantes e com iluminação deficiente.
• Vasos sanitários baixos e sem apoios laterais.
• Falta de apoios laterais nos boxes, para o banho.
• Calçados inapropriados, não emborrachados nos solados, como chinelinhos de flanela.

Algumas medidas preventivas, preconizadas pelas Diretrizes da Associação Médica Brasileira, para reduzir o impacto das quedas em idosos:
• Orientar o idoso sobre os riscos de queda e suas conseqüências. Esta informação poderá fazer a diferença entre cair ou não e, muitas vezes, entre a instalação ou não de uma capacidade.
• Racionalização da prescrição de medicamentos, correção de doses e de combinações inadequadas.
• Redução da ingestão de bebidas alcoólicas.
• Avaliação anual: oftalmológica, da audição e da cavidade oral.
• Avaliação rotineira da visão e dos pés.
• Avaliação com nutricionista para correção dos distúrbios da nutrição.
• Fisioterapia e exercícios físicos (inclusive em idosos frágeis) visando: melhora do equilíbrio e da marcha; fortalecimento da musculatura proximal dos membros inferiores; melhora da amplitude articular; alongamento e aumento da flexibilidade muscular; atividades específicas para pacientes em cadeiras de rodas; identificação dos pacientes que caem com freqüência, encorajando a superar o medo de nova queda através de um programa regular de exercícios. Idosos que se mantêm em atividade, minimizam as chances de cair e aumentam a densidade óssea evitando as fraturas.
• Terapia ocupacional promovendo condições seguras no domicílio (local de maior parte das quedas em idosos); identificando
“ estresses ambientais
” modificáveis; orientando, informando e instrumentalizando o idoso para o seu autocuidado e também os familiares e/ou cuidadores.
• Denunciar suspeita de maus-tratos.
• Correção de fatores de riscos ambientais (por exemplo: instalação de barra de apoio no banheiro e colocação de piso antiderrapante).
• Medidas gerais de promoção de saúde: prevenção e tratamento da osteoporose: cálcio, vitamina D e agentes anti-rearbsortivos; imunização contra pneumonia e gripe; orientação para evitar atividades de maior risco (descer escadas por exemplo) em idosos frágeis desacompanhados.


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